Uma investigação da Polícia Civil revelou novos detalhes sobre a atuação do grupo suspeito de envolvimento na morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo informações divulgadas pelo g1 nesta sexta-feira (30), integrantes do grupo também teriam cometido outros roubos e furtos durante um evento político, transmitindo parte das ações ao vivo pelas redes sociais.

As imagens obtidas pela reportagem mostram um adolescente de 16 anos puxando o celular de uma pessoa que estava sentada na calçada. Assim como aconteceu no caso envolvendo Marcelo, a ação também teria sido transmitida ao vivo pela internet.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados teriam aproveitado a movimentação do evento para praticar diversos crimes, incluindo roubos de celulares e correntinhas. Durante uma coletiva de imprensa, o delegado seccional de Santos, Rubens Eduardo Barazal Teixeira, afirmou que o grupo pode ter cometido pelo menos outros cinco furtos ou roubos de aparelhos celulares naquela madrugada.
Engenheiro foi agredido após deixar evento em Santos
Marcelo de Oliveira Rocha participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, realizada durante um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na madrugada de sábado (24).
Em determinado momento, o engenheiro se afastou do evento para ir ao banheiro e acabou sendo abordado por integrantes do grupo. Ele foi agredido com socos e chutes, além de ter seus pertences roubados.
O engenheiro foi encontrado desacordado nas proximidades da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas. Após receber atendimento do Samu, foi encaminhado ao hospital, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Marcelo era formado em Engenharia Ambiental e cursava mestrado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Oito pessoas foram identificadas pela polícia
Até a divulgação das informações, oito pessoas haviam sido identificadas pela Polícia Civil, sendo seis adolescentes e dois adultos.
Um dos adultos, apontado como responsável pela conta utilizada para transmitir as agressões pelo TikTok, teve a prisão temporária decretada. Outros suspeitos também foram alvo de medidas judiciais, incluindo mandados de internação provisória para adolescentes.
A investigação aponta que os integrantes do grupo já teriam envolvimento em outros atos infracionais relacionados a roubos e furtos.
A Polícia Civil informou que o caso é investigado como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte. Segundo os investigadores, a motivação política ou homofóbica foi descartada como hipótese para o crime.
Polícia pede que outras vítimas procurem uma delegacia
Diante das novas imagens e dos indícios de outros crimes praticados naquela madrugada, a Polícia Civil orientou que possíveis vítimas de roubos e furtos durante o evento procurem uma delegacia para registrar boletim de ocorrência.
A investigação continua para localizar os demais envolvidos, esclarecer a participação individual de cada suspeito e reunir provas sobre os outros crimes registrados durante as transmissões ao vivo.
O caso provocou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a violência urbana e a utilização das plataformas digitais para transmitir práticas criminosas.






